Abstract
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortalidade e morbidade global, afetando milhões de pessoas anualmente e resultando em incapacidades físicas e cognitivas significativas. A gestão eficaz dos fatores de risco é crucial para reduzir a incidência de AVCs. Recentemente, os distúrbios do sono, especialmente a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), foram reconhecidos como contribuintes significativos para o desenvolvimento de AVC. A AOS, caracterizada por obstruções repetidas das vias aéreas superiores durante o sono, leva à hipóxia intermitente e fragmentação do sono, resultando em consequências adversas para a saúde cardiovascular e cerebral. Os mecanismos fisiopatológicos que ligam a AOS ao aumento do risco de AVC incluem hipóxia intermitente, inflamação sistêmica e disfunção endotelial. A AOS também está associada à hipertensão e arritmias, fatores de risco independentes para AVC. O tratamento da AOS, especialmente com o uso de CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), tem mostrado reduzir significativamente o risco de AVC. Estudos indicam que o uso regular de CPAP pode melhorar a função endotelial, diminuir os níveis de marcadores inflamatórios e reduzir a incidência de eventos cardiovasculares. Além do CPAP, intervenções no estilo de vida, como perda de peso e cessação do tabagismo, também são eficazes na redução da gravidade da AOS e do risco de AVC. Conclui-se que a identificação precoce e o tratamento eficaz da AOS são cruciais para a prevenção de AVC e a melhoria da saúde cardiovascular. A triagem sistemática para AOS em populações de risco e a implementação de intervenções apropriadas podem ter um impacto significativo na saúde pública, reduzindo a incidência de AVCs e melhorando os resultados de saúde a longo prazo.