Abstract
O trauma cranioencefálico (TCE) vem sendo um dos principais responsáveis de mortalidade no mundo. E como consequência, uma de suas complicações é a hidrocefalia pós-trauma (HPT), que consiste no acúmulo de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos, geralmente por uma obstrução do fluxo. Os sintomas são diversos, e por isso devem ser investigados com cautela. Dentre as formas já utilizadas para tratamento temos a craniectomia descompressiva, que atualmente vem sendo bastante criticada e cada vez mais estudos mostram sua relação com o desenvolvimento da HPT. OBJETIVO: Avaliar as causas de hidrocefalia pós-traumática, bem como entender os fatores associados. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa na base de dados PUBMED utilizando os descritores: “POST TRAUMATIC AND HYDROCEPHALUS’’ para artigos publicados entre 2019 e 2024. RESULTADOS: As principais causam de TCE foram acidentes automobilísticos e quedas. Pacientes com HPT eram mais propensos a apresentar a escala de Glasgow significativamente baixo, diabetes, hematoma intracerebral e internação hospitalar prolongada. Para o tratamento, pacientes submetidos a craniotomia apresentaram maiores chances de desenvolver HPT. Na faixa pediátrica, a maior incidência foi em pacientes de 0 a 5 anos (0,17%) e as principais manifestações clínicas foram: respiratórias, cardíacas, renais e urinárias, hematomas, tromboembólicas, septicemia e outras complicações neurológicas. CONCLUSÃO: A HPT apresenta forte relação com episódios traumáticos, principalmente quedas. Dentre os procedimentos cirúrgicos, a craniectomia descompressiva foi a que mais levou ao desenvolvimento de HPT. Diversos problemas cardiorrespiratórios e neurológicos foram relatados devido a HPT.