Abstract
Nos últimos anos, os inibidores da bomba de prótons (IBPs) tornaram-se amplamente utilizados no tratamento de doenças gastrointestinais, como refluxo gastroesofágico e úlceras pépticas. Apesar da eficácia dos IBPs em suprimir a produção de ácido gástrico e aliviar sintomas gastrointestinais, seu uso prolongado tem sido associado a preocupações com a saúde óssea. Este estudo visa revisar a literatura existente sobre os efeitos do uso prolongado de IBPs na saúde óssea, identificar os mecanismos envolvidos e explorar as estratégias para minimizar o risco de fraturas ósseas. Utilizando uma revisão bibliográfica sistemática de estudos clínicos e epidemiológicos entre 2000 e 2024, foram analisados os impactos dos IBPs na densidade mineral óssea (DMO) e a incidência de fraturas. Os resultados indicam uma associação clara entre o uso prolongado de IBPs e a diminuição da DMO, particularmente em populações vulneráveis como idosos e mulheres pós-menopáusicas, devido a alterações na absorção de cálcio e vitamina D e alterações na atividade celular óssea. Além disso, o estudo comparou os IBPs com outras opções terapêuticas, como antagonistas dos receptores H2, ressaltando que as alternativas podem oferecer menos riscos à saúde óssea. As implicações clínicas destes achados são significativas, sugerindo a necessidade de monitoramento rigoroso e estratégias para mitigar os riscos. Em conclusão, enquanto os IBPs são essenciais no tratamento de condições gastrointestinais, é fundamental equilibrar seus benefícios com os potenciais riscos à saúde óssea, através de decisões terapêuticas bem-informadas e práticas clínicas baseadas em evidências.