Abstract
Introdução: Carcinoma espinocelular é a neoplasia dos queratinócitos epidérmicos, em áreas de pele fotodanificada e com variedade de lesões cutâneas, incluindo pápulas, placas ou nódulos (lisos, hiperqueratóticos ou ulcerados). O diagnóstico é por meio da biópsia da pele. A aparência clínica reflete o grau de diferenciação tumoral, geralmente com 0,5-1,5 cm de diâmetro, mas podendo ser mais invasivas. Tumores mal diferenciados podem ter ulceração, hemorragia ou áreas de necrose. Objetivo: discutir a clínica do carcinoma espinocelular e o seu diagnóstico. Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a abril de 2024, com descritores “squamous cell carcinoma”, “clinical features” e “diagnosis”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 35), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: O carcinoma espinocelular ocorre em qualquer superfície, sendo mais comum em locais fotoexpostos. Quando em áreas anogenitais, há correlação com o HPV. Lesões de CCS invasivo são frequentemente assintomáticas. Os sintomas neurológicos locais (dormência, queimação, parestesias, paralisia ou alterações visuais) ocorrem em 1/3 dos pacientes de alto risco. Em particular, o carcinoma basocelular superficial e o CCS situ se parecem clínico e dermatoscopicamente. Assim, o exame histopatológico determina o diagnóstico. Além disso, é útil na invasão perineural, diferenciação e profundidade tumoral, importantes no estadiamento e prognóstico do tumor. Independentemente da técnica selecionada, as biópsias que se estendem pelo menos até a derme reticular média são preferenciais. Biópsias mais superficiais podem ser realizadas em pacientes com lesões sugestivas in situ. Conclusão: Há necessidade de diagnóstico precoce para manejo adequado, acompanhamento e estadiamento, para menor morbidade.