Abstract
O manejo da dor pós-operatória em cirurgias ortopédicas na população infantil é um desafio para a equipe médica e, quando realizada de maneira incorreta, acarreta em riscos aumentados de insatisfação do paciente e de morbimortalidade. Em relação ao tratamento, ainda existem lacunas na literatura para o manejo correto da dose dos medicamentos opioides e da magnitude da dor. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura da base de dados PUBMED. Foi utilizado os descritores: “CHILDREN AND PAIN AND POSTOPERATIVE AND ORTHOPEDIC’’. Foram selecionados artigos científicos do período de 2019 a 2024. RESULTADOS: Atualmente, o manejo da dor pós operatória em cirurgias ortopédicas pediátricas é uma prioridade. A administração de opioides diminuem o nível de dor após o terceiro dia de pós operatório. Entretanto, o seu uso pode mascarar síndromes compartimentais e isquemias. A prescrição excessiva de opioides por cirurgiões pode ocasionar em um aumento da retenção comunitária desses medicamentos, contribuindo para o seu uso ilegal. A avaliação subjetiva da dor pós operatória de crianças pode ter influência de uma série de fatores, incluindo o medo e estresse emocional. Nesse sentido, médicos podem subestimar essas queixas, enquanto que os pais tem uma tendência de superestima-las. CONCLUSÃO: Os opioides são os principais medicamentos para o manejo da dor em pacientes pediátricos submetidos a cirurgias ortopédicas. No entanto, é importante estar em alerta aos potenciais efeitos colaterais, ao uso indevido e à avaliação correta da dor.