Abstract
Introdução: Os linfomas de Hodgkin são neoplasias linfoides de células Hodgkin/Reed-Sternberg (HRS) se misturam com células não neoplásicas. Seu tipo clássico está presente em 90% das formas patogênicas. Possui evolução lenta, com linfadenopatia, sintomas constitucionais, fadiga e/ ou prurido em torno de semanas a meses. Massas mediastinais podem ser grandes até desconforto torácico ou sintomas respiratórios. Na maioria das vezes, identifica-se linfadenopatia assintomática ou massa no RX de tórax. Objetivo: discutir o quadro clínico do linfoma de Hodgkin clássico e seu diagnóstico em adultos. Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a maio de 2024, com descritores “hodgkin's lymphoma”, “clinical features” e “diagnosis”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 100), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: Sintomas constitucionais ("sintomas B"; ou seja, febre, suores noturnos ou perda de peso) estão presentes em 40% dos casos. A linfadenopatia é detectável em 2/3 dos pacientes, com gânglios dolorosos, consistência sólida e emborrachada. Em 60-80% há nódulos cervicais ou supraclaviculares. A disseminação ocorre para linfonodos adjacentes, como a região axilar e a inguinal. Massa mediastinal no raio-X de rotina é comum, podendo ser assintomática ou com tosse, falta de ar e dor torácica retroesternal. Derrames pericárdicos ou pleurais são raros, exceto se doença mediastinal volumosa ou síndrome da veia cava superior. Os sintomas B geralmente acompanham a linfadenopatia, mas podem ser isolados, variando com o estágio de doença. É característica prognóstica adversa, influenciando decisões de tratamento. Outras manifestações são: fadiga, prurido e dor com ingesta de álcool. O prurido ocorre 10-15% dos pacientes, generalizado e pode preceder o diagnóstico em um ano; dor intensa após álcool ocorre em locais de envolvimento ósseo, mas também na linfadenopatia; pode haver envolvimento hepático/medular, lesões cutâneas, linfadenopatia retroperitoneal. O diagnóstico é dado por clínica e exames complementares. A imagem é usada para identificar locais potenciais para biópsia e para avaliar o envolvimento do órgão. Para o paciente sem linfadenopatia periférica acessível, opções como ultrassonografia, tomografia ou PET-CT podem identificar local suspeito e/ou orientar biópsia de tecido. A biópsia é determinante para diagnóstico e no subtipo histológico para manejo terapêutico, sendo feita de forma excisional. Conclusão: O linfoma clássico de Hodgkin é comum, mais nos jovens adultos (20 a 34 anos). Por mais que o ritmo de crescimento seja lento, o diagnóstico é essencial no prognóstico e tratamento.