Abstract
Introdução: Câncer de mama é a malignidade mais diagnosticada e a principal causa de morte por câncer em mulheres. Cerca de 50% dos casos ocorrem por fatores de risco conhecidos, como fatores reprodutivos e doença proliferativa da mama. Outros 10% estão associados à história familiar e genética. Além disso, o risco pode ser modificado por fatores demográficos, de estilo de vida e ambientais. Há aumento conforme a idade, com 2,4% a partir dos 50 anos (1 a cada 42 mulheres), 100x mais em mulheres do que em homens e maior risco em mulheres brancas. A obesidade com IMC] ≥30 kg/m2 se associa com aumento geral na morbidade e mortalidade. Objetivo: discutir fatores modificáveis no risco de câncer de mama em mulheres. Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de bases da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a maio de 2024, com descritores “breast cancer”, “women”, e “risk”, cadastrados no DeCS/MeSH e operador “AND”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 181), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: Os fatores de risco para câncer de mama se classificam em: não modificáveis, reprodutivos e modificáveis. Os não modificáveis incluem: idade, sexo feminino, raça branca, histórico familiar, alterações genéticas, atipia mamária, tecido mamário denso, densidade mineral óssea aumentada. Já os fatores reprodutivos se referem à menarca precoce, idade (>35 anos) na primeira gravidez, ausência de amamentação e nuliparidade. Para mulheres pós-menopausa, a obesidade está associada ao maior risco, tanto IMC mais alto como ganho de peso. A hiperinsulinemia também contribui para o binômio obesidade-câncer de mama, porque IMC alto está associado a níveis mais altos de insulina e à maior resistência periférica. A terapia hormonal de estrogênio/progesterona na menopausa em mulheres com útero intacto demonstrou aumentar o risco de câncer de mama positivo para receptor de estrogênio subsequente. A redução do estrogênio com inibidores da aromatase em mulheres pós-menopausa reduz o risco. Outros fatores modificáveis como álcool, tabagismo, dieta com alto teor de gordura e sedentarismo também se relacionam ao aumento do risco. Outras variáveis, incluindo aborto, ingestão de cafeína, fertilização in vitro, implantes mamários cosméticos e tinturas capilares, não estão associadas. Conclusão:O câncer de mama é causa mais frequente de morte por neoplasia em mulheres. Assim, o rastreio é determinante para indivíduos com maior probabilidade e para os quais o tratamento precoce é mais eficaz na redução da mortalidade e morbidade.