Abstract
Considerando que a seletividade alimentar e as funções orofaciais podem repercutir nas experiências cotidianas de estudantes autistas e que essas demandas ainda apresentam limitada sistematização nos documentos e práticas escolares, questionou-se como tais manifestações são compreendidas da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA), em diferentes contextos escolares de Fortaleza-CE e Região Metropolitana. Objetiva-se analisar a seletividade alimentar e as funções orofaciais em estudantes autistas nessas etapas e contextos educacionais. Para tanto, procede-se a uma pesquisa quali-quantitativa, aplicada e exploratório-descritiva, mediante procedimentos bibliográficos, documentais e de campo. Foram analisados 326 Projetos Político-Pedagógicos, selecionados entre 446 documentos consultados, incluindo 3.346 estudantes autistas. Participaram 764 docentes, 286 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e 181 profissionais complementares. Desse modo, observa-se limitada presença de orientações sobre seletividade alimentar, funções orofaciais e articulação com profissionais especializados nos documentos escolares, associada a oportunidades formativas pontuais e à heterogeneidade das necessidades dos estudantes ao longo da escolarização. Conclui-se que a inclusão requer maior articulação entre escola, família, Fonoaudiologia e demais áreas especializadas, respeitando as singularidades dos estudantes autistas e as especificidades dos diferentes contextos educacionais.