TRANSTORNOS DE COMPORTAMENTO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: DETERMINANTES PSICOSSOCIAIS, AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E ESTRATÉGIAS DE CUIDADO | ResearchHub
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TRANSTORNOS DE COMPORTAMENTO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: DETERMINANTES PSICOSSOCIAIS, AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E ESTRATÉGIAS DE CUIDADO
Carlos Walmyr de Mattos Oliveira, Cristiane del Corsso, Henrique Allan França Belchior, Evelyn Borges Braga, Henrique Moschetta Ferreira, Ylana Alves de Souza Santos, João Paulo Dias Costa, Ítalo do Couto Ferreira, Joana D’arc Jales de Mendonça, Gabrielle Cristine de Carvalho Silva
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Abstract
A infância e a adolescência constituem períodos críticos do desenvolvimento, nos quais alterações comportamentais podem variar entre manifestações transitórias do amadurecimento e quadros com impacto funcional significativo. Os transtornos de comportamento apresentam natureza multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos, biológicos, psicossociais e ambientais, com destaque para o papel dos vínculos familiares, do contexto social e das condições de vida. O presente artigo tem como objetivo revisar a literatura acerca dos determinantes psicossociais, dos processos de avaliação diagnóstica e das estratégias de cuidado relacionadas aos transtornos de comportamento na infância e adolescência. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de buscas sistemáticas em bases nacionais e internacionais, utilizando descritores relacionados à saúde mental infantojuvenil, transtornos de comportamento, avaliação diagnóstica e cuidado, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos originais e revisões pertinentes à temática, analisados de forma narrativa e interpretativa. Os achados indicam que a promoção da saúde mental depende da redução de fatores de risco, como violência, negligência e fragilidade dos vínculos afetivos, e do fortalecimento de fatores protetores, incluindo ambiente familiar estruturado, escola, redes de apoio e atividades promotoras de autorregulação emocional. A avaliação diagnóstica exige abordagem clínica ampliada, longitudinal e contextualizada, evitando rotulações precipitadas e considerando comorbidades psiquiátricas frequentes. As estratégias terapêuticas devem ser individualizadas, multiprofissionais e integradas, articulando intervenções psicossociais, familiares, ambientais e, quando indicado, psicofarmacológicas. Conclui-se que a identificação precoce e a atuação integrada entre saúde, escola e família são determinantes para melhores desfechos ao longo do desenvolvimento.