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Abstract
O documento destaca o papel central da linguagem na preservação cultural dos povos indígenas na Amazônia, enfatizando o protagonismo feminino nesse processo. As mulheres indígenas atuam como guardiãs da oralidade, transmitindo saberes ancestrais por meio da fala e reforçando identidades culturais em contextos de colonização, violência simbólica e silenciamento. Sua atuação é fundamental na resistência de línguas ameaçadas, fortalecendo a memória coletiva e enfrentando a perda cultural. Além disso, a linguagem é vista como instrumento de poder, disputando espaços simbólicos e reivindicando autonomia frente às estruturas de dominação. As organizações sociais e movimentos indígenas desempenham papel importante ao promoverem a valorização das línguas e culturas, ampliando a visibilidade do protagonismo feminino nas esferas públicas. Ainda que avanços legais tenham sido conquistados, desafios permanecem para a implementação de políticas públicas eficazes, que considerem a diversidade linguística e fortaleçam o papel das mulheres na continuidade cultural. Assim, o estudo evidencia que a preservação linguística e cultural é uma resistência ativa frente às ameaças externas, reafirmando o direito dos povos indígenas à própria história e à sua expressão cultural. A valorização das línguas indígenas é, portanto, essencial para a construção de um país mais plural e justo.