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Abstract
O documento analisa as múltiplas opressões enfrentadas pelas mulheres indígenas em Rondônia, ressaltando a interseccionalidade entre gênero, raça e classe e a influência da colonialidade do poder na construção de vulnerabilidades sistemáticas. A pesquisa evidencia como a colonialidade impacta profundamente as políticas públicas, resultando na invisibilidade e desumanização dessas mulheres, cujo corpo e território tornam-se campos de disputa política. Destaca-se que a marginalização não é casual, mas um projeto político que perpetua desigualdades por meio da precarização dos serviços de saúde reprodutiva, educação diferenciada e participação política limitada, sobretudo nas esferas de decisão. Além disso, a resistência dessas mulheres emerge como uma ação coletiva de afirmação cultural, autonomia econômica e soberania territorial, desafiando a lógica colonial e patriarcal. A pesquisa reforça a importância da inclusão de perspectivas indígenas nas políticas públicas, reconhecendo suas epistemologias e promovendo sua autonomia político-econômica. Como principais ferramentas de luta, evidencia-se o fortalecimento de movimentos sociais femininos, a valorização dos saberes tradicionais e a garantia de direitos internacionais, imprescindíveis para a construção de uma sociedade mais justa e plural.