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Abstract
A alocação eficiente de horas letivas em instituições de ensino representa um desafio central para a gestão acadêmica. Este estudo teve como objetivo investigar, por meio de uma abordagem cientométrica, as principais metodologias, tendências e colaborações científicas envolvidas no problema de elaboração de horários de aulas nas últimas décadas. A análise cientométrica foi conduzida por meio de uma busca sistemática de artigos científicos publicados entre 1969 e 2025 nas bases de dados Web of Science, Scopus e SciELO, utilizando palavras-chave relacionadas ao tema. Após um rigoroso processo de seleção, os dados foram analisados utilizando o pacote Bibliometrix no ambiente R, permitindo o mapeamento de padrões de publicação, redes de colaboração, autores principais, periódicos de destaque e a evolução das metodologias aplicadas. Os resultados revelam um crescimento contínuo na produção científica sobre elaboração de horários de aulas, com publicações concentradas em alguns periódicos de alto impacto e dominadas por um pequeno grupo de autores e instituições. Foi identificada uma forte presença de colaborações internacionais, juntamente com uma predominância de programação inteira, heurísticas e abordagens híbridas, além de avanços recentes na integração de métodos de aprendizado de máquina. De uma perspectiva cientométrica, essas descobertas contribuem para a compreensão do desenvolvimento da área, destacando a importância das colaborações globais e das inovações metodológicas para aprimorar as práticas de elaboração de horários em ambientes educacionais. O estudo conclui que, apesar do progresso significativo, ainda existem lacunas importantes, principalmente em relação à distribuição geográfica da pesquisa e à profundidade das redes de colaboração. Os resultados ressaltam a necessidade de estudos futuros explorarem diferentes contextos institucionais e a aplicação de tecnologias emergentes para aprimorar a gestão do tempo acadêmico. Entre as limitações, destaca-se a dependência de bases de dados de indexação internacionais, o que pode limitar o escopo dos artigos recuperados e potencialmente excluir trabalhos relevantes não publicados em periódicos indexados. Como direções futuras, recomenda-se uma análise mais aprofundada em contextos regionais e a investigação do impacto de novas tecnologias, como a inteligência artificial, na área de elaboração de horários.