Abstract
O presente texto apresenta aspectos históricos da educação da infância no Brasil à luz da Teoria Crítica frankfurtiana, buscando destacar que, desde o período colonial, as práticas educacionais foram marcadas por desigualdades, exclusão e autoritarismo, voltadas principalmente para a manutenção das relações de poder. Põe em relevo, também, os avanços legais e institucionais, bem como as limitações existentes para a efetivação de uma educação da infância autônoma. Com base em Adorno, Horkheimer e Marcuse, o texto evidencia como a educação, em vez de promover a emancipação, muitas vezes reproduziu relações de poder, contribuindo para a alienação e para a adaptação passiva das crianças. Aponta, ainda, que a Teoria Crítica frankfurtiana, especialmente Adorno (1995), oferece caminhos para se pensar uma educação desde a infância voltada à autonomia, ao pensamento crítico e à humanização, capaz de resistir à dominação cultural e social. Conclui expondo que a formação de sujeitos conscientes e emancipados torna-se condição essencial para evitar a repetição de barbáries históricas que impedem a construção de uma sociedade mais justa, mais humana e autônoma.