Abstract
O capítulo aborda a importância da representatividade, da organização social, incidência política de mães, famílias atípicas e profissionais que lidam com esse público na construção de políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodiversidades no Brasil. A autora destaca que o aumento dos diagnósticos de autismo evidencia a necessidade não apenas de intervenções baseadas em evidências científicas, mas também do fortalecimento das redes de apoio social e da participação ativa da sociedade civil na garantia de direitos.Apresenta um panorama histórico das políticas de inclusão e dos movimentos sociais relacionados às pessoas com deficiência no Brasil, mostrando que muitas conquistas legais foram resultado da mobilização de famílias, profissionais e associações, especialmente de mães e profissionais que lidam com pessoas autistas. Leis importantes, como a Lei Berenice Piana e a Lei Brasileira de Inclusão, demonstram o impacto dessas lutas na consolidação de direitos nas áreas de educação, saúde e inclusão social.Destaca a importância da participação de profissionais e pesquisadores na produção de conhecimento científico, no combate à desinformação e na formulação de políticas públicas baseadas em evidências científicas. Faz um ponderamento sobre a ausência de um protocolo de assistência no SUS, em especial na Atenção Primária à Saúde voltada à assistência à pessoa com diagnóstico de TEA, para organizar e guiar esses atendimentos gerando mais inclusão e qualificação na assistência.