Abstract
Este artigo investiga a relação entre eficiência relativa e execução das despesas de capital no Centro de Ciências Médicas (CCM) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O estudo parte de evidência produzida em pesquisa anterior, na qual o CCM apresentou escore de eficiência igual a 1,000 nos anos de 2016, 2017 e 2018, permanecendo na fronteira de eficiência segundo um modelo DEA-CCR orientado a outputs. A presente investigação desloca o foco analítico: em vez de tratar a eficiência apenas como resultado agregado da relação entre inputs e output, examina a composição e a trajetória das despesas de capital da unidade. O recorte temporal é ampliado para 2015–2025, abrangendo onze exercícios orçamentários. Todos os dados financeiros utilizados na série foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) e conferidos; para 2015–2018, retomam-se os registros da pesquisa anterior, e, para 2019–2025, utilizam-se os registros extraídos e organizados na planilha de conferência desta pesquisa, mantida à disposição para verificação. A pesquisa é documental, quantitativa e descritiva, com estratégia de estudo de caso longitudinal. A análise combina duas dimensões complementares: (i) o antecedente de eficiência relativa identificado pela DEA; e (ii) o comportamento da despesa de capital, considerando valores empenhados, quantidade de empenhos, classificação econômica e natureza dos bens adquiridos. O desenho permite examinar se a condição de unidade eficiente se associa a um padrão particular de execução do investimento público e se a permanência na fronteira de eficiência é compatível com estabilidade, diversificação ou concentração das despesas de capital. O artigo não pressupõe causalidade entre eficiência DEA e execução de capital, mas propõe uma leitura integrada entre desempenho relativo e materialidade do gasto.