Abstract
A aquisição de equipamentos de salvamento fluvial e florestal no Pará enfrenta desafios logísticos e operacionais singulares decorrentes da complexa geografia amazônica. Diante desse cenário, define-se enquanto questão-problema: como conciliar a rigidez dos limites jurídicos licitatórios com a eficiência administrativa necessária para garantir a pronta resposta dos órgãos de segurança pública na realidade paraense? Assim, o objetivo geral é analisar as interfaces entre os marcos normativos das licitações públicas e a eficiência logística na aquisição de materiais especializados de resgate. Os objetivos específicos consistem em: demonstrar os principais gargalos jurídicos e burocráticos nos processos de compras públicas sob a égide da legislação vigente; demonstrar as demandas logísticas específicas impostas pelo isolamento fluvial e pelas áreas de floresta densa no Pará; e, propor, diretrizes de planejamento e governança que otimizem o ciclo de compras emergenciais e operacionais. A metodologia adotou abordagem qualitativa, de natureza básica, com procedimento bibliográfico e documental restrito ao período dos últimos dez anos, examinando a legislação de licitações, acórdãos dos tribunais de contas e artigos científicos. Os resultados e discussões evidenciam que a padronização excessiva de editais desconsidera as especificidades técnicas exigidas pelo bioma amazônico, gerando desabastecimento, licitações desertas e atrasos na entrega. Contudo, a modelagem adequada de termos de referência e o uso de instrumentos como o diálogo competitivo aumentam a celeridade processual. Conclui-se que a superação dos entraves logísticos no Pará requer maior alinhamento entre planejamento prévio, flexibilidade legal e capacitação técnica, assegurando legalidade sem comprometer a eficácia das operações de salvamento.