Abstract
Este estudo investigará a dinâmica de comercialização dos produtos artesanais no contexto capitalista, com a técnica de observação e de registros fotográficos da organização do artesanato em lojas colaborativas de shopping centers na cidade de Recife. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo categórica. Os resultados mostram que os produtos são descaracterizados e generalizados, perdendo identidade e origem, especialmente no caso agrestino. Sua organização segue a lógica mercantilista, negligenciando aspectos culturais. O suporte dos mecanismos de governança pode trazer condições mais democráticas de negociação entre os artesãos e o setor privado, que lhes permitiriam transformar a produção, consumo e circulação para maior valorização do bem simbólico e cultural.