Abstract
Este ensaio acompanha o movimento do "Bem Viver" menos como um conceito fixo do que como uma força que desloca as categorias por onde passa. Dialogando com as noções de ch'ixi e equivocação, o texto mostra que sua circulação entre cosmologias e políticas culturais Sul-Sul não busca uma síntese harmoniosa, mas sustenta a fricção entre mundos distintos. Ao propor a autonomia epistêmica como invenção de dispositivos que preservem a opacidade e a diferença, o ensaio contribui para os fundamentos teóricos e epistemológicos das políticas culturais Sul-Sul. Por fim, imagina as próprias políticas culturais Sul-Sul como uma polirritmia: múltiplos tempos e ontologias que coexistem sem se fundir.