Abstract
O artigo investiga as percepções e experiências de agentes culturais e criativos da fronteira Brasil–Uruguai acerca de editais de fomento à cultura, participação em convocatórias internacionais e possibilidades de integração transfronteiriça. Com base em dados provenientes de um questionário aplicado na região, o estudo identifica que a burocracia, a insuficiência de informações e a falta de apoio técnico constituem os principais obstáculos ao acesso a mecanismos de fomento. Apesar dessas barreiras, os respondentes demonstraram forte interesse em cooperação e reconheceram a fronteira como um espaço estratégico para o desenvolvimento das indústrias criativas, para a circulação cultural e para a construção de políticas públicas sensíveis às dinâmicas territoriais. Conclui-se que a sustentabilidade do setor demanda políticas regionais de fomento, mecanismos bilíngues de financiamento e modelos de governança que fortaleçam redes culturais e iniciativas colaborativas.