Abstract
A decolonização do currículo é um imperativo global que assume diferentes formas e níveis de urgência dependendo do contexto. Acontecimentos ao redor do mundo, como o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e as respostas dos estudantes à pandemia e ao ensino online, levantaram novas questões sobre o currículo – questionando criticamente os planos das instituições de ensino superior não apenas sobre a provisão de acesso a recursos, mas também sobre a autoridade (cultural) dos currículos, das práticas pedagógicas e de pesquisa que ainda são dominadas por discursos ocidentais. Este artigo examina três experiências de decolonização curricular na área de política e gestão cultural, uma disciplina aplicada que tem a cultura como objeto, em três contextos distintos: Sérvia, Porto Rico e África do Sul. Especificamente, delineia como a busca por uma ecologia de conhecimento pluriversal encontrou expressão no currículo, no conteúdo e nas práticas pedagógicas empregadas para oferecer uma educação localmente relevante; e como os educadores resolveram as descontinuidades ontológicas e epistêmicas entre o cânone disciplinar padrão e as realidades locais para incorporar e contextualizar a disciplina.